Déjà vu

Posted by Delfos on terça-feira, setembro 9, 2008, 21:35
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Sabe-se que nossa memória às vezes pode falhar; nem sempre consegue-se distinguir o que é novo do que já era conhecido. Eu já li este livro? Já assisti a este filme? Já estive neste lugar antes? Eu conheço esse sujeito? – essas são perguntas corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu. Eu posso até me sentir um pouco confuso, ou indeciso, ou triste por sentir que minha memória já não tem a limpidez de outros tempos, mas isso é natural; o sentimento associado ao déjà vu clássico não é o de confusão ou de dúvida, mas sim o de estranheza. Não há nada de estranho em não lembrar de um livro que se leu ou de um filme a que se assistiu; estranho (e aqui entra-se no déjà vu) é sentir que a cena que parece familiar não deveria sê-lo. Tem-se a sensação esquisita de estar revivendo alguma experiência passada, sabendo que é materialmente impossível que ela tenha algum dia ocorrido. Mas, o que é mais intrigante nesta questão é o fato do indivíduo poder, nestas circunstâncias, experimentar esta estranha sensação de já ter vivenciado o que lhe ocorre, e além disso, também poder relatar (antes de uma observação) quais serão os acontecimentos seguintes que se manifestarão nesta sua experiência.

No entanto, sabe-se que o uso pode mudar o significado das palavras, seja para ampliá-lo, seja para restringi-lo. Embora se possa lamentar algumas dessas mudanças (nos casos em que se gostasse mais do significado primitivo, originário), é preciso ver, nesse processo de mutação semântica, um fator extremamente benéfico e enriquecedor do idioma. Colocando em termos bem concretos: os dicionários engrossam não apenas pelos novos vocábulos que entram no léxico, mas também (e principalmente) pelos novos significados que são acrescidos aos verbetes já existentes. Quando a expressão déjà vu saiu das publicações especializadas em neurologia e psicologia para entrar na imprensa comum, o público, atraído por sua tradução literal (“já visto”), passou a usá-la para designar aquelas situações em que a pessoa tem a sensação de estar vivenciando algo que lhe parece familiar. Pode parecer ironia, mas a expressão que a linguagem técnica associa à estranheza passou, na linguagem usual, a indicar familiaridade. É nesse sentido que escreveu um conhecido comentarista político: “Assistir à instalação na nova CPI trouxe-me uma triste sensação de déjà vu” -, um lamento que equivale à forma popular “eu já vi esse filme”.

Parece que o deslizamento semântico da expressão ainda não estabilizou: já há quem use a expressão para designar simplesmente uma situação que está acontecendo pela segunda vez: “Eu não fiquei embaraçado com a cena, porque para mim ela já era um déjà vu”. No filme Matrix, Keanu Reeves vê, com um intervalo mínimo, um gato passar duas vezes por uma porta, e descreve o fato como um déjà vu – aqui num emprego ainda mais distante do primitivo, pois designa o fato de ele realmente ter visto uma coisa acontecer duas vezes. Com essa atual indefinição de significados, recomenda-se cercar de todas as cautelas possíveis o uso desta expressão, pois nada assegura que os leitores vão entendê-la da mesma forma que quem a escreveu.

Os especialistas reagem contra a limitação do “vu”, que restringiria ao mundo do que pode ser “visto”, e já soltaram por aí formas paralelas que fariam referência mais específica aos vários tipos de situação: “déjà vécu” (“já vivido”), “déjà lu” (“já lido”), “déjà entendu” (“já ouvido”), “déjà visité” (“já visitado”) – o que pode um dia acarretar um “déjà mangé” (“já comido”) ou um “déjà bu” (“já bebido”).

Fonte : Wikipédia

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7 Comentários para “Déjà vu”

  1. 2009.01.13 11:22

    Apenas para instigas sua imaginação assista ao filme “Os esquecidos” e repense a sua opinião sobre o déjà vu

  2. Delfos
    2009.01.14 01:14

    Gilberto, grato pela visita e pelo comentário.

    Já assisti o filme ” Os Esquecidos” , mas vou assistir novamente.

  3. Catia Marx
    2009.03.26 15:07

    É várias vezes já me deparei com situações, que acredito já terem ocorrido…isso me faz pensar em reencarnação…e em tantas outras coisas…eu tb já vi o filme “Os esquecidos”. É akele q duas famílias vivem na mesma casa e uma fica querendo tirar a outra da casa + no fim eles que já estavam mortos e akela era a familia que tinha comprado a casa não é? Se não for vc me pode me avisar, pq eu tb vou querer ver. Bjos Delfos estou adorando essa página. ;)

    Delfos = Ola Catia, grato pela visita
    O filme Os Esquecidos (sinopse) Julianne Moore é Telly Paretta, uma mulher em desespero por causa da morte do filho de 8 anos. Telly se surpreende ao ouvir de seu psiquiatra que ela teria inventado em sua cabeça oito anos de lembranças de um filho que nunca teve. Ao conhecer uma outra paciente que passou por semelhante experiência, ela embarca numa dura missão para provar a existência do filho e a sua sanidade mental.
    Esse das famílias eu assisti, mas não lembro o nome… :)

  4. Catia Marx
    2009.03.26 15:09

    É várias vezes já me deparei com situações, que acredito já terem ocorrido…isso me faz pensar em reencarnação…e em tantas outras coisas…eu tb já vi o filme “Os esquecidos”. É akele q duas famílias vivem na mesma casa e uma fica querendo tirar a outra da casa + no fim eles que já estavam mortos e akela era a familia que tinha comprado a casa não é? Se não for vc pode me avisar, pq eu tb vou querer ver. Bjos Delfos estou adorando essa página. ;)

    Delfos = Este comentário não esta duplicado, você esta tendo um deja-vu

  5. 2009.09.17 10:44

    A sinopse publicada pelo Delfos é do filme “Os esquecidos”.
    O filme descrito pela Cátia é “Os outros”.
    Bom, mas vamos ao que interessa!

    Alguns cientistas tentam explicar o “deja vu” como um retardo do cérebro na interpretação da imagem que está sendo captada. O normal de acontecer é o cérebro captar no subconsciente a cena e passar para o consciente, gerando a experiência completa do momento. No deja vu acontece uma inversão desse caminho, ou melhor, o consciente recebe (milésimos de segundos antes) a imagem do que se está vendo. Em seguida a cena percorre o caminho normal (subconsciente – consciente) e vemos a mesma cena novamente. Ou seja, o deja vu nada mais é que a visão da mesma cena duas vezes, com milésimos de segundo entre elas.
    Acredito que isso possa ser verdade, uma vez que nunca ouvi falar e nunca tive um deja vu mais de uma vez. A cena não se repete uma terceira ou quarta vez.
    Alguém concorda?

  6. marcos
    2010.01.19 14:30

    Cara é a primeira vez que vou falar sobre o assunto mas tenho de vez enquando essa sensação a última faz 2 dias foi dia 17/01/10 estava em um estadio de futebol assistindo ao jg do emu time local quando fizemos um gol eu olhei para a torcida e vi que a torcida iria comemorar outro gol e rapidamente veio tudo a minha cabeça o gol seria do jogador borges ex são paulo e agora grêmio(mas na ocasião que eu vi esse lance na primeira vez eu repeti pra mim ( mas o borges não joga no grêmio joga no são paulo ) e realmente aconteceu segundos após o gol do meu time eu estava com o radio ligado e ouvi a torcida comemorar gol do grêmio , borges , as vezez eu consigo me lembrar até mesmo das falas que estão por vir e me entusiasmo tanto que falo exatamente aquilo que me lembro , e consigo trocar com a pessoa umas duas ou tres palavras até que extas como visto anterior ( não sei se em sonho ou sei la o que) mas ai some tudo e a conversa segue no normal,é realmente uma sensação estranha , mas que aprendi a conviver . não é uma coisa que acontece a toda hora e nem a gente escolhe a hora e local , simplesmente de uma hora para outra acontece e consigo anteceder alguns miseros segundos. o jogo em que eu estava era BRASIL DE PELOTAS 6 X 0 SELEÇÃO DE ARROIO GRANDE (AMISTOSO NA CIDADE DE ARROIO GRANDE ) o lance a que me refiro foi no jg PELOTAS 2 X 3 GREMIO pelo campeonato gaucho , o segundo gol do gremio foi marcado pelo jogador borges.

  7. magdriane
    2010.02.23 17:24

    oi!
    o filme sitado acima que não é os esquecidos é os outros muito bom também !

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